quinta-feira, 29 de outubro de 2009

OBSTRUÇÃO LINFÁTICA

A obstrução linfática é um bloqueio dos vasos linfáticos. O linfedema é um inchaço que pode ocorrer por causa de uma obstrução linfática.

Os vasos linfáticos contêm veias que funcionam como válvulas, as quais possibilitam um fluxo unidirecional. Os vasos linfáticos restituem os fluídos coletados dos tecidos para a corrente sangüínea. Quando os vasos linfáticos ficam obstruídos, os fluídos permanecem nos tecidos, causando o inchaço (edema). A linfa desempenha um papel importante no sistema imune, uma vez que combate infecções e evita a invasão de corpos estranhos.


Débora Araújo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

QUELÓIDE

O quelóide é uma lesão proliferativa, formada por tecido de cicatrização, fibroso, secundária a um traumatismo da pele. Há uma predisposição individual para o seu aparecimento, sendo mais comum em negros e mestiços. A acne do tronco pode dar origem a lesões queloideanas (acne queloideano) e também um tipo de foliculite que ocorre na nuca (foliculite queloideana).

Manifestações clínicas

O quelóide é uma lesão tumoral, de superfície lisa e consistência endurecida. No início, geralmente tem cor rósea ou avermelhada adquirindo, mais tarde, cor semelhante à pele normal ou escurecida. A região anterior do tórax e os ombros são localização frequente de quelóides. Difere das cicatrizes hipertróficas, nas quais o tecido cicatricial aumentado não excede a localização do traumatismo e tende a se reduzir com o passar do tempo.

Obs.:Mesmo pequenos traumatismos, como um furo de orelha podem dar origem a quelóides.

Tratamento

O tratamento do quelóide é muitas vezes difícil, sendo frequente o seu retorno. A retirada cirúrgica deve sempre ser acompanhada de outros tratamentos, como infiltração de corticosteróides, compressão ou radioterapia. A crioterapia com nitrogênio líquido (tratamento que congela o quelóide), precedendo a infiltração, também pode trazer bons resultados. A associação das técnicas de tratamento aumenta a chance de cura e deve ser determinada de acordo com cada caso.


Débora Araújo

Embolia Pulmonar

A embolia pulmonar é a obstrução súbita de uma artéria pulmonar, geralmente devido a um coágulo sanguíneo que viajou de uma veia da perna até o pulmão. Um coágulo que se forma em uma parte do corpo e viaja pela corrente sangüínea até outra parte é chamado de êmbolo.

A embolia pulmonar é uma condição grave, que pode causar:
* Dano permanente ao pulmão devido à falta de fluxo sangüíneo no tecido pulmonar.
* Baixos níveis de oxigênio no sangue.
* Danos a outros órgãos do corpo por falta de oxigênio.
* Se o coágulo for muito grande, ou se houver vários coágulos, embolia pulmonar pode causar morte.

Causas da embolia pulmonar

De cada dez casos de embolia pulmonar, nove começam com um coágulo nas veias profundas da perna, uma condição chamada de trombose venosa profunda. O coágulo é liberado da veia e viaja pela corrente sanguínea até os pulmões, onde pode bloquear uma artéria.

Coágulos nas pernas podem se formar quando o fluxo sanguíneo é restringido e diminui. Isso pode acontecer se a pessoa não se mover por muito tempo, como quando:
* Depois de algumas cirurgias.
* Durante longas viagens de carro ou avião.
* Se ficar na cama por um período longo de tempo.

Outras formas de formação de coágulos são veias danificadas por cirurgia ou lesão.

Sinais e sintomas da embolia pulmonar

Os sinais e sintomas da embolia pulmonar incluem perda de fôlego sem explicação, dificuldade de respirar, dor no peito, tosse ou tosse com sangue. Arritmia (batimento cardíaco rápido e irregular) também pode indicar embolia pulmonar.

Em alguns casos, os únicos sinais e sintomas são aqueles relacionados à trombose venosa profunda, os quais incluem: inchaço da perna ou ao longo da veia na perna, dor ou sensibilidade na perna, sensação de calor na área da perna com inchaço ou sensibilidade, e pele vermelha ou descolorada na perna afetada. Também é possível ter embolia pulmonar sem apresentar nenhum sinal ou sintoma.

Tratamento da embolia pulmonar

Os objetivos principais do tratamento da embolia pulmonar são:
* Impedir que o coágulo sanguíneo cresça.
* Impedir a formação de novos coágulos.


Débora Araújo

Trombose

Quando sofremos um corte, o sangue escorre um pouco e pára, porque o corpo humano é dotado de um sistema de coagulação altamente eficaz. As plaquetas, por exemplo, convergem para o local do ferimento e formam um trombo para bloquear o sangramento. Decorrido algum tempo, esse trombo se dissolve, o vaso é recanalizado e a circulação volta ao normal.
Há pessoas que apresentam distúrbios de hemostasia e formam trombos (coágulos) num lugar onde não houve sangramento. Em geral, eles se formam nos membros inferiores. Como sua estrutura é sólida e amolecida, um fragmento pode desprender-se e seguir o trajeto da circulação venosa que retorna aos pulmões para o sangue ser oxigenado. Nos pulmões, conforme o tamanho do trombo, pode ocorrer um entupimento – a embolia pulmonar – uma complicação grave que pode causar morte súbita.

Sintomas
A trombose pode ser completamente assintomática ou apresentar sintomas como dor, inchaço e aumento da temperatura nas pernas, coloração vermelho-escura ou arroxeada, endurecimento da pele.

Principais causas
·Imobilidade provocada por prolongadas internações hospitalares;
·Síndrome da classe econômica: dificuldade de movimentação durante viagens longas em aviões e ônibus;
·Terapia de reposição hormonal;
·Uso de anticoncepcionais;
·Varizes;
·Cirurgias;
·Cigarro.

Fatores de risco
Alguns fatores como predisposição genética, idade mais avançada, colesterol elevado, cirurgias e hospitalizações prolongadas, obesidade, uso de anticoncepcionais, consumo de álcool, fumo, falta de movimentação, aumentam o risco de desenvolver trombose.

UM EDEMA MUITO ESPECIAL


Existe um edema comum muito encontrado e muito especial. É o edema idiopático, ainda de origem desconhecida, apesar de ser muito estudado. Ele ocorre em mulheres jovens de 20 a 50 anos. Geralmente, essas mulheres fazem uso e abuso de diuréticos ou catárticos para constipação intestinal.
Quase sempre estão fazendo dieta para emagrecer, usando pouco sal e diuréticos. É um edema que surge nos membros e face rapidamente e sem causa aparente, podendo atingir todo o corpo. Hoje, pensa-se que a causa desse edema de origem desconhecida seja devido a um ou vários fatores:

- Secreção de hormônios mineralocorticóides que retém água e sódio
- Diminuição da albumina do plasma por dieta inadequada
- Fatores circulatórios locais, com capilares alterados
- Permanência, por longos períodos, na posição de pé (ortostatismo)
- Malfuncionamento do retorno venoso e linfático
- Alterações psicológicas que influenciam na atividade hormonal da mulher.


Débora Araújo

ORTOTANÁSIA

Etimologicamente, ortotanásia significa morte correta: "orto" certo, "thanatos" morte. Significa o não prolongamento artificial do processo de morte, além do que seria o processo natural, feito pelo médico...
A ortotanásia serviria, então, para evitar a distanásia. Em vez de se prolongar artificialmente o processo de morte (distanásia), deixa-se que este se desenvolva naturalmente (ortotanásia).
Em suma, ortotanásia na forma popular seria a morte no momento certo, sem que o paciente seja submetido a tratamento artificial para que se prolongue uma vida vegetativa.
Temos, pois, o direito de não nos sujeitarmos a terapias fúteis que tentam impedir a morte, quando esta está chegando, inevitavelmente em consequência de causas naturais.


Débora Araújo

domingo, 25 de outubro de 2009

Hipervitaminose

As vitaminas são nutrientes de vital importância para a nossa saúde. O organismo não é capaz de sintetizá-las, por esse motivo, necessitamos ingeri-la regularmente nas doses recomendadas. Tanto a falta quanto o excesso de vitaminas podem trazer prejuízos a nossa saúde, manifestando-se com o surgimento de doenças e o mau funcionamento do nosso organismo.

As dosagens excessivas de vitaminas A, B3 e B6 isolada (sem o Complexo B), algumas vezes são associadas aos efeitos colaterais de vitamina, entretanto os mesmos normalmente cessam rapidamente com a redução ou interrupção da ingestão das mesmas. É importante ressaltar que nem todas as vitaminas geram um quadro de hipervitaminose. A vitamina C, por exemplo, tem sido utilizada em doses diárias 1000 vezes acima da dose diária recomendada, sem efeitos tóxicos, no tratamento de doenças graves, embora a superdosagem da vitamina C exerça um forte efeito laxativo em pessoas saudáveis.

As elevadas doses de suplementos minerais também podem causar intoxicação e efeitos colaterais, principalmente em suplementos que contenham ferro, incluindo multi-vitaminas, embora esse tipo de envenenamento seja bastante incomum.

Renata Ferreira