terça-feira, 3 de novembro de 2009

EDEMA DE GLOTE


Camila Pinheiro

EDEMA DE PULMÃO


Camila Pinheiro

GESTAÇÃO E HIPERTENSÃO



GESTAÇÃO E HIPERTENSÃO

Sinônimos:

hipertensão na gestação, pré-eclâmpsia, toxemia gravídica, pressão alta da gestação, eclâmpsia, hipertensão crônica associada à gestação.

O que é hipertensão na gestação?

Sempre que houver pressão alta (níveis de pressão maiores que 140/90) em gestantes. A hipertensão induzida pela gestação refere-se ao aparecimento da hipertensão em conseqüência da gestação, ocorrendo após as 20 semanas de gestação e desaparecendo até 6 semanas após o parto.

Como se faz o diagnóstico?

Através da pressão arterial diastólica (mínima) igual ou superior a 90 mmHg ou o aumento da pressão arterial acima de 15 mmHg do valor medido antes de 20 semanas de gestação.

Quando a hipertensão na gravidez estiver associada a perda de proteínas pela urina (proteinúria), teremos um quadro chamado PRÉ -ECLÂMPSIA ou TOXEMIA GRAVÍDICA.

O conceito de PRÉ -ECLÂMPSIA ou TOXEMIA GRAVÍDICA é o aparecimento de hipertensão arterial acompanhada de proteinúria em gestação acima de 20 semanas, podendo haver ou não edema (inchaço) nas pernas, rosto e mãos.

Hipertensão é o aumento dos níveis tensionais acima de 140 x 90 mmHg. A pressão arterial deve ser medida com a paciente sentada e confirmada após período de repouso em 3 medidas.

Proteinúria significativa é aquela com valores iguais ou maiores a 300 mg de proteína na urina coletada durante 24 horas.

O diagnóstico é clínico e laboratorial: medida da pressão arterial, pesquisa de edema (inchaço) e dosagem de proteínas na urina.

"A MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL É UMA DAS INTERVENÇÕES MAIS IMPORTANTES DURANTE O PRÉ-NATAL"

A pré-eclâmpsia pode ser grave se houver algum dos achados abaixo:

pressão arterial diastólica igual ou maior que 110mmHg
presença de mais 2,0 g de proteínas na urina de 24 horas
diurese (volume de urina) inferior a 500 ml/dia ou 15 ml/hora;
níveis séricos de creatinina maiores que 1,2 mg/dl
dor de cabeça importante, vômitos e visualização de escotomas (estrelinhas)
sinais de falência cardíaca (falta de ar, cansaço, aumento do número de batimentos cardíacos)
dor abdominal, principalmente sobre a região do fígado
diminuição do número de plaquetas no sangue e distúrbio dos fatores responsáveis pela coagulação
aumento de enzimas hepáticas
presença de líquido amniótico em quantidade diminuída e feto pequeno para a idade gestacional (menor do que o esperado).

Fatores de risco para mulher apresentar pré-eclâmpsia:

primeira gravidez
história de familiares com pré-eclâmpsia ou eclâmpsia
ter apresentado pré-eclâmpsia em gestação anterior
ser a gestação gemelar
ter hipertensão arterial crônica, nefropatia, lupus ou diabetes
gestação com parceiro diferente

O que é Síndrome HELLP?

É uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas) que ocorre com o agravamento do quadro de pré-eclâmpsia. HELLP é uma sigla cujo significado é: H: hemólise (fragmentação das células vermelhas do sangue na circulação); EL: alteração das provas de função hepática (elevated liver functions tests) e LP: diminuição do número de plaquetas (células que auxiliam na coagulação) circulantes (low platelets count). Quando uma gestante com pré-eclâmsia apresenta alterações laboratoriais ou clínicas compatíveis com hemólise, alteração das enzimas hepáticas e diminuição das plaquetas está com a SÍNDROME HELLP.

O tratamento da síndrome HELLP é a correção dos distúrbios maternos permitindo que a gestação seja interrompida de forma mais segura possível, independente da idade gestacional. Esta síndrome está associada a um mau desfecho materno e fetal, com complicações maternas graves como edema agudo de pulmão, falência cardíaca, insuficiência renal, CIVD (coagulação intravascular disseminada) com hemorragias importantes, ruptura do fígado e morte materna.

O que é Hipertensão Crônica Associada à Gestação?

A HIPERTENSÃO na gestante é CRÔNICA quando ocorre antes de 20 semanas de gestação, quando já havia sido diagnosticada previamente a gestação e quando a hipertensão não desaparece até 6 semanas após o parto.

A HIPERTENSÃO CRÔNICA pode ser essencial (não se conhece a causa), de origem renal, vascular (coarctação da aorta) e endócrina (doenças da supra-renal).

Durante a gestação os níveis de pressão costumam diminuir. Se a paciente for hipertensa crônica e engravidar seus níveis pressóricos poderão diminuir ou não. É importante conhecer os níveis pressóricos antes da gestação. Este diagnóstico é fácil de ser realizado pelo seu médico.

Pacientes hipertensas devem consultar seu médico para serem avaliadas quanto à gravidade de sua doença e informadas dos problemas que poderão surgir durante a gestação. As hipertensas graves devem estar cientes dos riscos maternos antes da concepção.

Algumas medicações freqüentemente utilizadas por mulheres hipertensas não devem ser utilizadas durante a gestação. Por exemplo, um grupo de anti-hipertensivos chamados inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina) podem levar a alteração da função renal do feto bem como morte fetal. Seu médico deve orientá-la em relação às medicações que podem ser utilizadas para o tratamento da hipertensão na gestação.

"O ACOMPANHAMENTO PRÉ-NATAL SISTEMÁTICO É A MELHOR FORMA DE PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES MATERNAS E FETAIS EM PACIENTES HIPERTENSAS"
Camila Pinheiro

VACINAS

VACINAS PRESERVAM VIDAS!

Garanta a sua proteção e a de sua família

As vacinas são eficazes

As vacinas previnem as doenças

As vacinas reduzem a disseminação das doenças

O que são as vacinas?

As vacinas são produtos biológicos que protegem os indivíduos contra certas doenças. Podem ser fabricadas a partir de partes dos microrganismos que estimulam o seu organismo a constituir sua proteção.

Quando o indivíduo é vacinado (ou “imunizado”), o seu organismo tem a oportunidade de prevenir a doença sem os riscos da própria infecção. O organismo do paciente desenvolve proteínas protelaras chamadas “anticorpos” que destroem o microrganismo.

O organismo pode guardar na memória como produzir esses anticorpos durante muito tempo, muitas vezes a vida toda. Desta forma, se a paciente estiver exposto novamente à doença, os anticorpos serão capazes de inibir os microrganismos antes que eles encontrem uma formo de causar a doença.

Por que vacinar?

As vacinas provavelmente salvaram muito mais vidas da que qualquer outro tipo de medicamento na história. Estima-se que as vacinas poupam mais de 3 milhões de vidas a cada ano, e poderiam poupar muitas milhões a mais se todos recessem as vacinas adequadas.

As vacinas fazem mais do que apenas salvar milhões de vidas a cada ano. Ao prevenir doenças graves:

As vacinas protegem milhões de pessoas contra a dor, sofrimento e mesmo incapacitação permanente.

As vacinas poupam dinheiro para os indivíduos e para a sociedade, ao reduzir os custos com; doença, por exemplo, medicamentos, cuidados hospitalares e perda de tempo de trabalho.

As vacinas reduzem a velocidade de disseminação da doença.

Graças às vacinas, algumas das doenças que costumavam levar a óbito ou incapacitar milhares de pessoas são hoje bastante raras na maioria dos países (coma a pólio), ou mesmo foram eliminadas (como a varíola).

As vacinas ajudam a prevenir a resistência aos antibióticos. Ao prevenir as doenças, as vacinas reduzem a necessidade de drogas que combatam os microrganismos. Isto ajuda a manter a eficácia dos antibióticos, porque quando um antibiótico é usado de forma inadequada paro tratar uma doença específica, ele pode perder a suo eficácia. O microrganismo causador daquela doença sofre mutação e a antibiótico não é mais eficaz. Quando uma doença é prevenida por uma vacina, os antibióticos podem ser prescritos com menor freqüência, dificultando a desenvolvimento da resistência.

Quais são as vacinas de rotina na infância e contra quais doenças elas oferecem proteção?

Doença Pneumocócica Este tipo de doença é causado pela 1actéria Streptococcus pneumoniae causa de pneumonia, sepse, meningite e sinusite em crianças, principalmente naquelas com menos de 2 anos de pode. Os pneumococos também causam milhões de infecções de ouvido a cada ano.

Vacina: Pneumocócia conjugada

Meningite (C) A meningite é causada pela bactéria Neisseria meningitidis. Como o Hib e o penumococo, esta bactéria pode causar meningite, sepse, incapacidade e morte. A bactéria da meningite pode infectar qualquer pessoa, mas é especialmente mais danoso para crianças com menos de 1 ano de idade e adolescência. A vacina conjugada contra a meningite pode ser usada em bebês a partir dos 2 meses e deve conferir proteção de longo prazo.

Vacina: Meningocócica conjugada do grupo C

Hepatite B Este vírus pode causar doenças hepáticas graves, tais coma hepatite, cirrose e câncer. Muitas pessoas infectadas não se sentem doentes nem aparentam estar doentes. Podem disseminar a doença para outros através do contato sexual, exposição ao sangue ou exposição no paria se a mãe estiver infectada.

Vacina: Hepatite B

Difteria A difteria causa dificuldades respiratórias, lesões aos órgãos e paralisia. Uma em cada dez crianças com difteria pode virar óbito. Tétano O tétano é uma bactéria que vive no solo e geralmente entra no organismo através deferidas abertas. Libera uma toxina que pode causar lesões que complicam em morte.

(coqueluche (“tosse comprida”) Doença contagiosa das vias aéreas que matou milhares de crianças a cada ano e causou doença grave em centenas de milhares antes da vacina.

Vacina: DtaP (difteria, tétano e coqueluche acelular)

Meningite por Hib. Hib é a abreviação de Hoemophilus influenzae tipo b, uma bactéria que infecta a membrana que reveste o cérebro e causa meningite. A bactéria também pode causar sepse. As complicações incluem a morte e seqüelas permanentes.

Vacina: Hib

Pólio Os casos graves resultam em paralisia de membros ou mesmo a morte. A pólio foi quase erradicado em muitos países, mas ainda é comum na Ásia e África; existe ainda o risco de ser1slisseminoda por viajantes.

Vacina: Pólio

Sarampo O vírus do sarampo habitualmente provoca tosse, febre, coriza e erupção cutânea. Às vezes resulto em pneumonia, que pode ser bastante grave. (Caxumba O vírus da caxumba causa edema das glândulas logo abaixo da ouvido. Em alguns casos a caxumba pode levar à meningite, causar surdez e outros danos como seqüela.

Rubéola

O vírus da rubéola causo sintomas semelhantes aos do sarampo. Às vezes afeta o cérebro, causando encefalite. A rubéola é muito danosa para mulheres grávidas não vacinadas: 85% das mulheres que tiveram rubéola no iniciada gravidez poderão ter crianças com anomalias ao nascimento.

Vacina: MMR (sarampo, caxumba e rubéola)

Catapora A catapora causo uma erupção cutânea representada por vesículas vermelhas. Não é, de modo geral, uma doença grave na infância,

mas pode apresentar risco para adultos.

Vacina: varicela

Camila Pinheiro

MATERGAM

Informações sobre Matergam

Matergam corresponde à fração proteínica do plasma humano, com elevado teor de anticorpos anti-Rho(D). Quando administrado em tempo hábil, previne a isoimunização, impedindo o aparecimento da doença hemolítica do recém-nascido em gestações posteriores. A imunoglobulina anti-D é usada profilaticamente para prevenir a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh-positivos em pessoas Rh-negativas que estão sob risco de serem sensibilizadas por estes eritrócitos. A absorção da imunoglobulina administrada por via intramuscular inicia-se após aproximadamente 20 minutos da aplicação. A concentração sangüínea máxima alcançada depende da idade e da condição física do paciente e geralmente acontece 2 ou 3 dias após a administração. Em indivíduos com níveis normais de IgG, a meia-vida de Matergam é de 3 a 4 semanas. As imunoglobulinas e os seus complexos são alterados nas células do sistema reticuloendotelial. As imunoglobulinas são constituintes normais do corpo humano. Ensaios de toxicidade de dose única não são relevantes já que doses mais altas resultam em sobrecarga protéica nos animais. Testes de toxicidade repetida e embriofetal são impraticáveis devido à indução e à interferência dos anticorpos contra proteínas heterólogas. Visto que a experiência clínica não fornece indícios de existência de efeitos mutagênicos e carcinogênicos, estudos experimentais, principalmente em espécies heterólogas, não são considerados necessários. Matergam é uma solução da fração de imunoglobulina, clara, de incolor para amarelada. O produto não contém conservantes. Segurança viral: Quando medicamentos derivados de sangue ou plasma humanos são administrados, doenças infecciosas devido à transmissão de agentes infecciosos não podem ser totalmente descartadas. Isto também se aplica a patógenos de natureza até o momento desconhecida. Para se reduzir o risco de transmissão de agentes infecciosos, controles rigorosos são utilizados na seleção de doadores e doações. Adicionalmente, procedimentos de eliminação/inativação viral são incluídos no processo produtivo de Matergam. Matergam é preparado exclusivamente a partir de doações de plasma que foram testadas negativas quanto a anticorpos para HIV-1, HIV-2, HCV e para antígeno Hbs. Os níveis de ALT (TGP) no plasma são também determinados, e não deverão exceder o dobro do valor normal especificado no teste. Em adição, o plasma total é testado para anticorpos quanto ao HIV-1, HIV-2, HCV e para o antígeno Hbs. O plasma total é ainda utilizado para o procedimento apenas se os resultados são negativos. O processo de produção de Matergam contém vários etapas que contribuem para a eliminação/inativação dos vírus. Estas incluem a utilização de um processo de fracionamento COHN modificado e tratamento por calor da preparação em solução aquosa durante 10 horas a 60°C (pasteurização). Em crianças nascidas após a profilaxia pré-parto com imunoglobulina anti-D, resultados fracamente positivos no teste de Coombs poderão ser ocasionalmente obtidos.

TESTE DO PEZINHO


Teste do pezinho

Teste do pezinho é o nome popular atribuído ao Teste de Guthrie, assim nomeado em homenagem ao médico Robert Guthrie e constante de programas de diagnóstico precoce, destinado sobretudo a evitar algumas doenças, em especial a oligofrenia difenilpiruvínica.

Realização

O primeiro passo consiste na obtenção de uma amostra de sangue através de uma picada no "pezinho" do recém-nascido, durante os primeiros dias de vida. O sangue é armazenado sob a forma de pequenas manchas num papel de filtro contido no cartão de Guthrie, que é posteriormente utilizado para os testes laboratoriais. Para diagnóstico de doenças congênitas entre elas: hipotireoidismo (que se não diagnosticado pode levar a graus de demência extremas além de outras disfunções múltiplas) e fenilcetonúria.

O teste do pezinho é um exame laboratorial considerado simples que tem o objetivo de detectar doenças congênitas, relacionadas a distúrbios do metabolismo e infecções que são realizadas pela analise de gotas de sangue do recém-nascido. Este teste deverá ser feito com técnica asséptica e não deverá ser feita punção na região central do calcanhar, para que assim se evite a celulite e a osteomielite.

Camila Pinheiro

CARDIOPATIA MATERNA


Dados Epidemiológicos
  • Quarta causa de mortalidade materna, sendo a primeira em mortes não obstétricas;
  • No Brasil a cardiopatia reumática é a mais frequente na gestção, seguida da cardiopatia chagástica e da congênita.
Diagnóstico
Elementos que caracterizam a doença cardíaca:
  1. Arritimias
  2. Sopro diagnóstico e sistólico
  3. Aumento indiscutivel da área cardíaca.
Relações cardiopatia- Gestação
  • Aumento do trabalho de parto prematuro
  • CIUR
  • Incremento no índice de mortalidade perinatal
Acompanhamento Pré-natal
Planejamento de uma futura gravidez;
A indicação para a concepção ou a esterilização dependerá do grau funcional da cardiopatia, uso de anticoagulante orais, uso de próteses, tempo de evolução clínica pós- operatória, tamanho do átrio esquerdo e idade da paciente;
Equipe multidisciplinar;
Exames: Dosagem de creatinina, sódio e potássio,ECG.
  • Orientações no pré-natal
  • evitar ganho de peso excessivo
  • dieta hipossódica
  • diminuição dos exercícios
  • uso de meias elásticas.
Tratamento obstétrico
  1. Acompanhamento da vitalidade fetal
  2. indicação de cesárea
  3. usar fórcipe de alívio no período expulsivo
  4. o parto deve ser conduzido com o mínimo de dor e de ansiedade.
Camila Pinheiro